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Resumo do encontro de 10/09 sobre Culpa, inveja e perdão.


Comunidade Aprendentes, por Marcelo Oliveira. Psicologia, Meditação e Desenvolvimento Humano. Um lugar de conhecimento e troca. Uma síntese do Encontro dessa terça-feira, dez de setembro de dois mil e vinte e quatro, ainda com o tema: "Culpa, inveja e perdão".


A melhor maneira de lidar com o externo, não é controlá-lo e sim "reolhar". "Eu sou falho, o outro é falho. Meu coração se agita muito em relação ao outro."


Marcelo cita Terêncio, da antiguidade: "Sou humano e nada do que é humano me é estranho".


Marcelo traz para o "Aprendentes" um olhar bem aberto às relações humanas; sobre a vida, o viver e o nós. A gente lê, estuda, tem uma busca pelo autoconhecimento, pelo desenvolvimento humano e queremos muito "evoluir" e quem sabe, em dez anos, segundo Marcelo, alcancemos alguma "iluminação" ou ampliação de consciência. Um ser humano evoluído está acima na clareza, na sabedoria...e ele olha o outro com entendimento, acolhimento e compaixão.


Quando acontece uma desconexão entre o outro e eu, "sob a luz do meu entendimento, o outro deveria isso ou aquilo, dentro do meu campo de saber, o meu senso de justiça, está errado por fazer deste ou daquele jeito".


O nosso coração agitado, é uma bússola para àquilo que precisamos olhar, e uma grande oportunidade de aprender e entender o outro. Há um sofrimento e um grande entendimento da dor própria ou do outro.


Marcelo cita novamente a música de Cartola: "O mundo é um moinho", que retrata o sofrimento desse pai em receber a notícia pela filha, de sua escolha em ser prostituta.


Uma clareza do outro, um grande entendimento do outro, onde a compaixão nasce, não vai mais ser tocada pelo que incomoda, irrita, revolta... tendencia o eu e o outro.


Quem teve orkut? Marcelo salvou alguns textos, e cita: Huberto Rohden, que comentou "O sermão da Montanha" no trecho: "O Mestre não espera que seus discípulos sejam crianças, mas que sejam como crianças. O que a criança faz por primitiva ignorância, deve o homem espiritual fazer por avançada sapiência. A criança ignorante age por vacuidade, o homem sapiente age por plenitude. Vistos por fora, a criança e o sapiente são muito parecidos, mas por motivos diametralmente opostos, pois os extremos se tocam. O homem unilateralmente erudito é, quase sempre, um homem cheio de complexos e complexidades, artificialismo e arrevezamentos curvilíneos. Por outro lado, o homem de sabedoria onilateral, de experiência profunda e vasta, é sempre um homem simples e benévolo, um homem de atitude lhana e retilínea."


Marcelo fala sobre o "eco no coração" e que qualquer escolha que façamos, em cuidar do nosso coração, envolve ação com consequências. Tudo é "humano, mundano, da vida" sempre queremos proteger nossa visão de certo, e o que é diferente disso causa sofrimento. Procurar entendimento das minhas ações, das ações dos outros e as diferentes consequências...e há em contrapartida, muito amor, muito afeto em outros lugares.


No caso da tragédia do Sul, se um médico sentar e chorar, ele não será eficiente e nem parte da solução, sem que o coração dele se agite e/ou exploda.


Marcelo comenta sobre um reality, uma série que acontece no Alaska, e que depois trará o nome, em que o altíssimo nível de cooperação, requer um líder agressivo, e que se faz necessário para sobrevivência do coletivo.


Como sei que sou o que sou? Sempre em relação ao outro, como um GPS: "estou exatamente aqui, porque preciso proteger o meu eu, é primordial para a minha base, eu me sustento, autoestima com "muito eu".


Marcelo cita Freud: "o meu gosto é o gosto do outro".


"A perda de como me vejo como ser humano, outras verdades atingem quem eu sou." O ego, o apego a quem sou. O senso de identidade, o fazer parte, e agressividade nasce do fato do diferente atingir a minha verdade.


Na expressão popular: "A grama do vizinho é sempre mais verde", cabe a reflexão de que ela me parece mais verde que a minha, daí vem a dor pelo que o outro tem e eu não tenho." Sempre a inveja é uma dor. Não é um sentimento maléfico, o fato do outro ter, machuca o meu eu e dói demais e machuca minha identidade". Tentativa de aplacar o próprio coração: "por que o outro tem?". O que a pessoa gostaria de ter, e o que ela tem. Aprender a importância de estar com o que você tem.


"Um lembrete, uma consciência: essa desconexão com o outro, também acontece quando o que o outro tem e eu não, e isso me coloca pra baixo".


Uma manifestação genuína da vida, intrínseco no meu eu, me apego para poder me sentir bem. Precisamos trabalhar o nosso "eu", o "nosso coração agitado pela manifestação de "eus" diferentes do "meu eu" para ser parte da solução.


Para o próximo encontro concentraremos na culpa e no perdão.


Marcelo cita Dalai Lama: "Se puderes, ajuda os outros; se não o puderes fazer, ao menos não lhes faças mal".

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