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Resumo encontro Aprendentes de 17/09: Culpa e perdão.


Comunidade Aprendentes, por Marcelo Oliveira. Psicologia, Meditação e Desenvolvimento Humano. Um lugar de conhecimento e troca. Uma síntese do Encontro dessa terça-feira, 17 de setembro de dois mil e vinte e quatro, com o tema: "Culpa e perdão".


Marcelo começa citando "Yuval Harari na frase: dê uma má informação para uma pessoa boa e ela pode vir a cometer atrocidades..." e sobre os grandes desafios enfrentados pela humanidade no século vinte e um, e fala sobre livros que lerá.


Marcelo deixa dica de filme: Hotel Ruanda. Link: Hotel Ruanda https://g.co/kgs/Lr3Huzo


Marcelo coloca a questão: dá pra perdoar quem coloca fogo na mata?

A medida e a percepção de si é sempre uma comparação. Só sabemos quem somos em comparação ao outro. Somos animais sociais e tendemos a querer ser aceitos, pertencer. Se nos perdermos numa floresta, ter outro alguém, traz mais chances de sobrevivência, mais segurança para o meu eu.


Na semana passada discutimos que a inveja nada mais é que dor. As dores emocionais afetam nossa integridade, quem eu sou, minha integridade, meu ego. É importante aprender sobre as dores do outro (seja se aposentar, se divorciar, perder alguém querido...), porque ele só quer se proteger. "Entender a natureza humana: quando eu critico o outro, critico a mim mesmo". Estamos o tempo todo querendo nos proteger. "Proteger o meu pertencimento"; que gera agressividade, inveja e culpa. O que o outro é, agride quem sou. O outro só quer ser aceito.


A idéia de perfeição é contrária à idéia de evolução, o que traz sofrimento. A única maneira de continuar a evoluir, é continuar a tocar a sua fragilidade.


Quando um paciente encontra o seu erro, pode entrar em negação. Ou quando não consegue fugir desse erro, pode vir a culpa.


A função da culpa é trazer a dor daquilo que eu gostaria de ter feito e da pessoa que eu gostaria de ser. Ao acolher meu erro, fica mais fácil sair da culpa. Ficar muito tempo na culpa, só fica gerando dor; ao invés de pensar no que posso fazer para melhorar, me desenvolver, que é abraçar minha vulnerabilidade e fraqueza.


A culpa apresenta variáveis e aprendizagens comportamentais, no caso da pizza com bordas recheadas de queijo e/ou chocolate; como no caso da comida afetiva. O antídoto da culpa é a "autoamabilidade", um olhar sincero: "comi o panetone inteiro e não gostaria de ter feito". Gasto de energia mental e emocional. Às vezes nossa culpa ou é infundada, ou tem parâmetros que não respeitam nossa natureza e trazem sofrimento. Eu gostaria de estar aqui, de ser esta pessoa, de ter essas coisas, "mostrar para o mundo".


Para fechar o nosso encontro, vivemos nesse mundo com todas essas facetas, é a expressão do mundo atual, um eco. É responsabilidade de cada um de nós, fazer com que o meu coração não se agite, numa vontade genuína. Se é difícil pra mim, é difícil para o outro. O perdão envolve da compreensão, do eco do que a vida traz, não estou sozinho, sou um ser em desenvolvimento e falho.


"Humano, Demasiado Humano", livro de Friedrich Nietzsche.


Marcelo conclui com uma prática mindfulness de autocompaixão.

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