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Resumo Encontro Comunidade Aprendentes 25/03/2025

Comunidade Aprendentes, por Marcelo Oliveira, Psicólogo. Meditação e Desenvolvimento Humano. Um espaço para reflexão sobre a vida e o viver. Um recorte do Encontro dessa terça-feira, 25 de março de dois mil e vinte e cinco, continuando o tema: "Raciocínio das ILUSÕES da vida, refletindo sobre o tempo, o certo, o sentido, o controle."


Marcelo dá as boas-vindas aos novos integrantes do Aprendentes, agradecendo os convites do grupo.


Marcelo fala de algumas pessoas mais disciplinadas com "o que o mundo pede" e que seria interessante que pensassem numa criatividade rebelde, independente do que "o mundo vai achar", com quebra de modelos, status, olhares. Há um problema daquelas pessoas que fazem tudo o que o mundo pede; "o fazer tudo certo"; sem dar uma atenção especial ao desejo do seu coração. Algumas pessoas nos ajudam quando não somos "tão responsáveis".


Marcelo pergunta? Viu uma entrevista com o Derico do Programa do Jô Soares, sobre a "ilusão do eu", de identidade, coisas externas, quando envelhecermos, causam muito sofrimento psicológico?. Link: https://youtu.be/YqK3naKZ8Ig?si=8IMzzt0ZCdxhH6Iy


Marcelo fala das outras ilusões, como uma provocação para criar reflexão, mais que uma certeza. Comentou sobre um paciente que reza pedindo pra que não sofra; e que quando pensamos na crença, como seres pensantes, queremos entender o mundo, se somos bons seremos agraciados com uma vida boa.


Acontece muito no mundo de algum empregador despedir um funcionário, mesmo sendo bom colaborador?


Se coisas ruins não acontecessem com pessoas boas, uma criança não teria cancer. Queremos acreditar que temos o "controle". Os desfechos da vida estarem na nossa mão, são zona de conforto. Não é porque percorremos o caminho que alcançaremos o objetivo.


Marcelo fala da temporada de Fórmula 1, em que Ayrton Senna participa no ano de sua trágica morte por acidente, 1994, pela equipe Williams na GP de San Marino, em que os brasileiros estavam reclamando a ausência de títulos recentes, que foram três até 1991.


O não querer sofrer nos faz deixar de evoluir. Até quanfo tentamos ajudar alguém ao invés de dizer: "você vai conseguir" seria mais real: "continua tentando", porque não temos como saber se vai dar certo, o "resto é com a vida" e as variáveis.


Marcelo cita Dalai Lama: "nada que esteja bom que não possa melhorar", contrariando o ditado popular: "nada é tão ruim que não possa piorar".


Quando avó de Marcelo morreu, estavam andando no cemitério, Marcelo, seu irmão, e seu pai; ele disse: "quando eu morrer, vocês vão jogar minhas cinzas no rio Ganges...pra que eles entrem naquele rio fedorento, sintam uma dor de barriga...minha última brincadeira". E ri. Diz que as pessoas precisam deixar uma ordem: "doe minhas coisas". Não queremos pensar na morte. As coisas amargas da vida. Mas algumas pessoas morrem e familiares não sabem o que fazer com os pertences.


Pema Chödrön diz que precisamos "tocar nisso e meditar, se manter em contato", já que o treino de presença é repetido. Link: https://olugar.org/meditando-com-as-emocoes-pema-chodron/


Marcelo mora em Mogi e quando vem pra São Paulo, sabe vir pela Ayrton Senna, pela Dutra, por Campinas, por Bertioga, por Susano, de carro, moto, bicicleta, ou seja, muito conhecimento em chegar em São Paulo. Qual a certeza que ele tem de chegar em São Paulo? Zero, queremos ter "esse" controle que não existe. Marcelo pode aumentar muito as chances fazendo a parte dele: manutenção do carro, combustível...mas só.


Fazer parte de uma religião para que o mal não me atinja? Mais do que o controle, a religião pode ajudar.


O que é ansiedade? Quando uma pessoa controla as variáveis pra não sofrer, é uma certa dificuldade em lidar com variáveis da vida. O que precisamos pra viver bem?


Bela responde: "confiar na vida" e Poliana completa: "ter fé".


Marcelo diz que a Índia é "viagem espiritual", porque rouba o seu controle: ou por um trem que dura doze horas ao invés de quatro, de Gaia pra Varanasi. "Todos os trens foram cancelados, só tem um, você quer ir nesse?".


Marcelo compartilha: @naspegadasdebuda. "Tem a viagem toda lá". Três da tarde 46°C, "um mendigo te leva". Pensa...macaco, lixo, vaca, tudo ali...e Marcelo andando numas vielas, querendo ir pra rua principal. Viu o Rostel. "É aqui"; pediu pro Marcelo tirar as botas e subir, segundo andar. Nessa viagem não tinha turista em maio; 48°C, ligou ar condicionado x ventilador e já saiu do banho suando. Tomou o lassi (iogurte) em copo de barro que foi jogar no lixo de alvenaria com uns trinta ratos. Disse pro seu colega André não olhar no lixo quando fosse jogar o copo fora. É uma viagem que não deixa esquecer de como é a vida. Treina sua Ilusão de controle no "nível máximo".


Toda vez que saímos da zona de conforto e ficamos cara a cara com a falta de controle, nos conhecemos mais, e ficamos sabendo quem somos.


Assinou o Gemini, assistente do Google, com sotaque carioca, e quer sotaque mineiro.


Nessa viagem pra Índia, Marcelo desenvolve "não ter tanto medo de morrer"; uma vez que o "miserável" não tem SUS, não tem acesso à medicação por lá.


Marcelo fala sobre os idosos que ficam esperando morrer no "Burning ghat". Link: https://images.app.goo.gl/tjWZdsPvbfjFVcPb9


E diz que precisamos olhar pra velhice, para os cabelos brancos, escolha consciente. Se queremos envelhecer com um pouco de botox e bancar o resto? Se queremos envelhecer saudável, o que pretendemos fazer para? Como queremos viver os últimos anos dos nossos pais? E a jovialidade dos nossos(as) filhos(as)? Quando "largamos mão" do controle, caímos na realidade, para bancar os riscos inerentes da vida.


Em cima da ilusão do controle, pode ser fé religiosa, mas não "fé tola e ingênua", se acreditarmos conseguiremos fazer, se há esfirço, dedicação....mas existem variáveis que não controlamos.


Somos instrumentos divinos, com base do conhecimento cristão, uma "ferramenta".


Existe a finitude, a impermanência, a conexão compassiva é do viver. Existe sofrimento é fato, sofrer é adoecer, perder quem você ama... Boa parte do sofrimento é querer um outro jeito de viver. Como diminuir? Evoluindo como ser humano. Queremos a impermanência? A fé tem que partir do que a vida é, sem controle, senão é "fé tola".


Marcelo particularmente pede pra Deus que sua vida seja gentil; e conclui que possamos desenvolver a coragem pra tocar a vida, sem medo, e "ilusão de controle". Continuar tentando o nosso melhor em direção ao que faça sentido pra cada um(a), como ela é, e não como gostaríamos que fosse.


Marcelo agradece a quem faz doações para o projeto, agradece a quem compartilha "essa foto" nas redes, agradece a quem convida à Comunidade Aprendentes!


Marcelo Batista de Oliveira


Para quem quiser pagar um café para o Marcelo, seu pix: 11972615616 (CPF).

 
 
 

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